amo-te
assim, como uma palavra cheia. Como o fulgor da sua leitura. Como a inenarrável emoção de te rever.
E escrever ‘amo-te’ é a forma mais completa que de te amar.
“O amor é…
Ser simpático, ter ternura e dizer que as pessoas conseguem fazer tudo o que têm medo de fazer.
O amor é o que nós podemos dar aos outros com o coração.”
por B.
Ser novamente pai.
Cada vez mais me cumpro.
Amo-te já, meu filho invisível. És um laço de luz, fio de calor, que vem chegando, vem sendo, vem estando junto de nós.
Os teus irmãos pressentem-te, os teus pais sonham-te.
Meu sonho inaugurado, boa viagem.
Estaremos deste lado. Até já.
Filhos amados,
Todos os dias são especiais por causa de vocês.
Quando pensamos em vós, sentimos uma alegria enorme e sorrimos imediatamente.
É uma alegria tão grande. Enorme. Como um sol que dentro de nós brilha sem parar.
Um sol quente e luminoso, meigo e carinhoso, como o amor que sentimos por vocês.
Queremos que saibam que estejam na escola, em casa ou no outro lado do mundo, estão sempre a brilhar dentro do nosso coração. E por isso sorrimos. Sorrimos de orgulho dos nossos filhos.
Um bom dia na escola,
Muitos beijinhos e abraços da Mamã V. e do Pai H.
Inspiro…
Agora, para me concentrar, tenho que inspirar muito. O acto mecânico é como um botão, um switch on.
Inspiro novamente…
Penso em ti, superlativo enigma e e muitas outras coisas. Primeiro a esforço, depois, com avidez.
E inspiro…
Progressivamente, sinto-me um íman, atraindo a uma velocidade cada vez maior, palavras cheias, significados intensos.
Expiro.
Sei que estou pronto quando não consigo mais conter a emoção. Reverbero com intenções, pulsões que querem escapar de mim. E urge escrever. Servir a minha própria construção.
Entranha-se em mim um silêncio que não existe. Um lugar inevitável e escusado.
Notas soltas, sonoras, suaves, de um piano longínquo.
- E se eu te dissesse? Continuarias aqui? – Perguntas-me.
- Eu sei já. Passei a mão sobre os teus pensamentos quando te afaguei. Senti um calor ardente entre os meus dedos e soube.
Nervosamente, devolves: – E o que sentes?
- É desconcertante. Tão intenso e belo como a descoberta de uma obra-prima. Porque me amas assim?
- Foi o teu amor que me perseguiu. Nunca quis ser tomada assim. Esvazia-me, preenche-me e respira por mim, este amor. É um outro ser que sou. Hmmm. Tem piada…
Piada? – Pergunto-te, desconcertado.
- Sim. – afirmas, determinada. E sorris. O mais belo e irresistível sorriso. – Sou duas em vez de uma. São duas as vezes que te amo. Infinita a minha sede de ti.
Ganho coragem… – E se eu te disser?
- Tu? Não brinques, por favor. Já sentiste como os meus pensamentos ardem.
- Nunca soube que me trarias a mim próprio. Fizeste-o quando me levaste para dentro de ti.
- Como? Não percebo. Mas…
- Schiuu. Sossega. Não entendes? Na verdade, não és duas. És nós os dois. Eu e tu. O meu milagre pessoal. Amo-te.
Obrigado. Obrigado, meu tão amor, por me salvares de mim.
Como é secreto mas fulgente o nosso amar. Feliz Natal, meu beijo.

Instantâneo momento, instantâneo lugar .
Dança lentamente, inebriante maresia.
Cada movimento, toda a graça.
Um sorriso suave, preguiçoso unguento,
romance ao luar.